GEOGRAFISMO E CULTURA POPULAR

Resumo

As periferias das cidades e seus moradores são representados por estigmas que se (re)produzem com marcas de um estereótipo imutável, através de valores depreciativos, que atribuem a eles as mazelas da cidade. Contudo, é importante investigar se a cultura dessas populações é formada apenas por carências e por violências, como faz crer o discurso único – geografismo – que é constituído para estes lugares. Nessa perspectiva, este artigo investiga os olhares que apreendem o Conjunto Residencial Rubem Berta. A abordagem do trabalho seguiu a linha da Geografia Cultural e Humanística, a partir da discussão dos conceitos de geografismo, discurso, identidade, lugar e paisagem – buscando compreender em relatos locais e não locais os diferentes sentidos que esses atores atribuem ao lugar, tendo como método a Análise do Discurso. Os relatos permitiram reconhecer que experiências topofílicas coexistem em muitos casos com experiências topofóbicas. Este estudo permitiu ler o Conjunto Residencial como um lócus de pluralidades, de vivências culturais, de pensamentos, de ideias e ideais, os quais evidenciam heterogeneidade no lugar e na paisagem.

Palavras-chave: Conjunto Residencial Rubem Berta; Topofilia; Topofobia; Lugar; Paisagem.

Biografia dos Autores

Anderson Ribeiro Figueiredo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre (RS), Brasil

Mestre em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia - PosGEA/UFRGS (2017). Doutorando do PosGEA/UFRGS, busca compreender a sociocriosfera e o etnoconhecimento andino, num contexto de adaptação às mudanças climáticas pelas comunidades campesinas dos Andes Centrais. Desenvolve pesquisas no Centro Polar e Climático - CPC.

Claudia Luisa Zeferino Pires, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre (RS), Brasil

Doutora em Geografia pela UFRGS, Licenciatura Plena e Bacharelado em Geografia (UFRGS). Professora adjunta do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atua em linhas de pesquisas e extensão com ênfase em espacialidades urbanas, educação e cidadania e análise territorial. Tem experiência na área de ensino de geografia e educação popular. Os projetos de atuação estão relacionados aos mapeamentos participativos na Amazônia (FLONA de Tefé - AM) com ênfase à gestão territorial, na Restinga (Porto Alegre/RS e em territórios Quilombolas. Atua em projetos de diagnóstico participativos, educação popular e juventudes e geração de ambiências em espaços da periferia urbana. Atualmente, integra o Curso de Aperfeiçoamento UNIAFRO - Política de Promoção da Igualdade Racial na Escola promovido pela Faculdade de Educação/UFRGS.

Alvaro Luiz Heidrich, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre (RS), Brasil

 Doutor em Ciências (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (1998). Professor Associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pesquisa e ensino em Geografia, ênfase em Geografia Humana, atuando principalmente nos seguintes temas: geração e perda de vínculos territoriais, territorialidades humanas, identidade e globalização.

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Publicado
13/06/2018
Como Citar
FIGUEIREDO, Anderson Ribeiro; PIRES, Claudia Luisa Zeferino; HEIDRICH, Alvaro Luiz. GEOGRAFISMO E CULTURA POPULAR. Mercator, Fortaleza, v. 17, jun. 2018. ISSN 1984-2201. Disponível em: <http://www.mercator.ufc.br/mercator/article/view/e17013>. Acesso em: 03 jun. 2026. doi: https://doi.org/10.4215/rm2018.e17013.
Seção
ARTIGOS